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    Crônicas de Belo Horizonte - Dia 2
    Por Mamacita - 16 de Junho de 2018 Atualizado em 16/06/2018, 22:26

    É sempre muito complicado escrever em dias de derrotas. Ainda mais quando não nos preparamos para a derrota. É claro que o resultado negativo está presente no esporte eletrônico. É o famoso “faz parte”. São dois times que se dedicam e apenas um pode sair vitorioso. Mas queremos adiar o revés o máximo possível. É uma busca desesperada por aquilo que é impossível. Sabemos que a derrota virá em algum momento, mas é difícil aceita-la.

    Hoje o clima em Belo Horizonte era o melhor possível. Ontem, na sexta-feira, havia uma certa desconfiança. Hoje o clima era de euforia, de confiança. Parecia dia de jogo da seleção brasileira, mas o Brasil só estreia na Copa no domingo. Hoje a felicidade, ali no Mineirinho, era a mesma – ou até maior. Era dia de SK Gaming.

    É claro que na função de ter que escrever uma crônica, eu imagino o que pode ser o tema da coluna em caso de derrota. Mas confesso que realmente não me preparei. Não contava com esse desfecho.

    Durante o confronto do Liquid, pensei novamente em escrever sobre a relação TACO & torcida. É incrível. Mais de 10 mil pessoas gritando em uma única voz: “Taaaacooooo, Taaaaacooooo”. Era de arrepiar. Cada kill de Taco parecia um gol da seleção brasileira. Mas a derrota veio, e o primeiro sentimento de tristeza tomou conta dos torcedores.

    O segundo sentimento, mais forte, veio horas depois. E só depois de um bom tempo após a derrota, consegui decidir sobre qual tema iria escrever.

    O torcedor sofre. Sai de casa, compra ingresso, passagens, hotel, toda uma programação para assistir um campeonato. O torcedor sabe que a vitória nunca é garantia. Mas todo o esforço vale a pena.

    Só que ao ler uns comentários nas redes sociais, eu resolvi focar o texto no seguinte tema: os torcedores sofrem, mas os jogadores sofrem muito mais.

    Era nítido, ao andar pelo backstage, a frustração e tristeza dos jogadores. Se para nós, torcedores, é complicado aceitar a derrota, imagine para os players, que dão a vida por isso. Que lá do palco precisam se confrontar com o olhar triste de mais de 10 mil pessoas. Não deve ter sentimento mais triste que esse.

    Com o resultado, não se pode alterar. Venceu a série. Acabou. Mas com a expressão no rosto dos fãs, sim, é possível. Fiquei no ginásio durante umas duas horas após o fim da partida, acompanhando os players da SK tirarem fotos e assinarem autógrafos com todos os torcedores ainda presentes. Um por um. Boné, camiseta, mousepad, sacolas, pedaço de papel, capas de celulares. Tudo era motivo para um autógrafo. Ali tudo era motivo para um sorriso. O resultado pouco importava. Um precisava do outro. O fã precisava da foto com o jogador para sair sorridente e animado. Já o jogador precisava do carinho do fã para se fortalecer e recomeçar.

    Pois na semana que vem, já vem outro campeonato e, como sempre, estaremos na torcida. Por vocês. Com vocês.

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